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Arte em terapia ou arte como terapia?

  • Foto do escritor: NAPE - Núcleo de Arte e Educação
    NAPE - Núcleo de Arte e Educação
  • 1 de jun.
  • 1 min de leitura

Diferentes formas de compreender o cuidado


Dentro da história da Arteterapia, diferentes abordagens surgiram para compreender como a arte participa do processo terapêutico.

Uma das primeiras perspectivas foi defendida por Margareth Naumburg, conhecida pela ideia de “arte em terapia”. Nessa visão, a produção artística funcionava como caminho de expressão simbólica do inconsciente, auxiliando o processo psicoterapêutico.


A potência do processo criativo


Já Edith Kramer desenvolveu a perspectiva da “arte como terapia”. Para ela, o próprio ato criativo possuía potência terapêutica. O processo artístico, por si só, já promovia elaboração emocional, organização interna e fortalecimento psíquico.


Quando arte e cuidado se encontram


Mais tarde, outras compreensões passaram a integrar essas duas possibilidades, entendendo que a arte pode existir tanto dentro da terapia quanto como experiência terapêutica em si.

Essa diferença parece pequena à primeira vista, mas muda profundamente a forma como enxergamos o cuidado.

Porque talvez a pergunta nunca tenha sido:

“o que a pessoa produziu?”

Mas sim:

“o que aconteceu dentro dela enquanto criava?”

A criação artística pode abrir espaço para memória, identidade, vínculo, expressão e presença emocional.

Às vezes, um desenho não explica.

Mas revela.

E isso já transforma muita coisa.



Bibliografia


VALLADARES-TORRES, Ana Cláudia Afonso; MAESSO, Márcia Cristina. Diálogo histórico entre arte e arteterapia no contexto terapêutico. Sensorium, v.13, 2026.

 
 
 

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