Espiritualidade na Arte
- NAPE - Núcleo de Arte e Educação

- 19 de jan.
- 2 min de leitura
A expressão criativa como ponte espiritual
A Arteterapia oferece ao ser humano uma forma natural e leve de reencontrar o Sagrado. Por meio da arte, expressa-se o invisível, o intangível — aquilo que habita a alma e deseja se tornar forma. A sensibilidade artística desperta os sentidos e revela a proximidade com o divino, seja na contemplação da natureza, nas cores e sons, ou nas imagens que brotam da imaginação.
Segundo Philippini, o caminho criativo em Arteterapia tem o propósito de dar materialidade ao que é inatingível e difuso. Nesse processo, o ser humano encontra em si mesmo a imagem do divino — não como arrogância de “ser Deus”, mas como experiência da plenitude que Dele emana.
O sagrado no cotidiano e o poder do novo
Ao abrir-se para reencontrar o Sagrado em tudo, o indivíduo se liberta da rigidez e do “normótico”, permitindo que o novo floresça. A Arteterapia convida a olhar o invisível com beleza e alegria, ressignificando a realidade e revelando, mesmo nas sombras, a presença do amor incondicional. A criatividade torna-se, então, uma forma de oração silenciosa — um gesto de reconexão entre o humano e o divino.
Gestação do futuro: consciência e responsabilidade
Vivemos em um tempo em que o consumismo e o desequilíbrio ecológico ameaçam romper o elo entre o ser humano e a Terra. Leonardo Boff alerta: qual é o limite de suportabilidade do superorganismo Terra? Estaremos rumando para uma civilização do caos?
O desafio é substituir o elemento desagregador pelo simbólico — aquele que une, religa e dá sentido. Para isso, é necessário cultivar uma consciência simbólica que regenere o mundo e resgate a cultura da inteireza do ser.
Um chamado à ação e à inteireza
Mais do que refletir, é tempo de agir. A Arteterapia e a espiritualidade convidam à reconexão e à responsabilidade compartilhada. O futuro depende de atitudes que expressem amor e consciência:
Reconhecer nossa origem e educar-nos para uma cultura de inteireza do ser.
Cuidar da natureza e de todas as criaturas como irmãos e irmãs.
Trabalhar juntos pelo bem comum, cultivando o símbolo, o sentido e a vida.
Quando a mente se acalma e o coração se abre, o Sagrado se revela na simplicidade — na terra, na arte, nos gestos cotidianos. Assim, reencontramos o divino que sempre esteve presente em nós e em tudo o que existe.
Retirado do Livro Gênesis - O ser humano como cocriador do Universo, de Fabíola Gaspar






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