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Pintura na Arteterapia: a cor como ação transformadora

  • Foto do escritor: NAPE - Núcleo de Arte e Educação
    NAPE - Núcleo de Arte e Educação
  • 15 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

A importância das linguagens expressivas na Arteterapia


Na Arteterapia, cada linguagem expressiva traz uma forma singular de acessar o inconsciente, trabalhar emoções e favorecer processos de transformação. Se o desenho ajuda a organizar a forma e a precisão, a pintura, com sua fluidez e intensidade, abre caminhos para o fluir das emoções e a liberdade criativa.

Por meio das cores, texturas e movimentos, a pintura cria um espaço de experimentação que acolhe tanto a espontaneidade quanto a profundidade simbólica, funcionando como um verdadeiro canal entre o mundo interno e a expressão externa.


Pintura: cor – ação


A pintura, em seu sentido mais amplo, é a técnica de aplicar pigmentos líquidos sobre uma superfície, seja papel, tela ou parede. Mas, na Arteterapia, ela vai muito além da técnica: representa uma linguagem potente de conexão com as emoções.

Angela Philippini descreve a pintura como “cor – ação”, um encontro entre a vivência da cor e o ato criador.

Segundo Valladares (2004a; 2005), a pintura resgata os aspectos mais saudáveis da personalidade e favorece o relaxamento dos mecanismos de defesa, já que a fluidez da tinta induz à soltura e à expansão.


A pintura como reorganização do mundo interno


A pintura não apenas expressa: ela organiza. Jung observou que, assim como os sonhos, as pinturas devem ser analisadas em séries, pois revelam motivos repetidos e um fluxo contínuo de imagens do inconsciente.

A psiquiatra Nise da Silveira, em sua experiência no Hospital Psiquiátrico do Engenho de Dentro (RJ), constatou a força terapêutica do ato de pintar. Para ela, a pintura permitia ao paciente não apenas revelar seu mundo interno, mas também reorganizar sua ordem interna e reconstruir a realidade.


Benefícios da pintura na Arteterapia


  • A tinta mobiliza emoções e afetos, facilitando a liberação de conteúdos inconscientes;

  • Favorece a estruturação do mundo interno e da subjetividade;

  • O contato com a água ajuda os sentimentos a fluírem de forma mais natural;

  • Estimula o desbloqueio criativo, sobretudo quando não há planejamento prévio;

  • Promove a liberdade de expressão e a experimentação criativa;

  • Favorece a percepção emocional das cores;

  • Oferece a oportunidade de abrir mão do controle, acolhendo o inesperado.


A pintura como experiência de liberdade


Pintar é criar uma superfície onde cores e emoções se encontram. Esse ato favorece a magia, a liberdade de expressão e a possibilidade de explorar novos caminhos para a vida.


Na Arteterapia, a pintura não é apenas uma técnica artística: é um recurso simbólico que abre portas para o autoconhecimento, a reorganização psíquica e a transformação interior.





CHIESA, Fiorezzi Regina. Diálogo com o barro: encontro com o criativo. Casa do Psicólogo, 2004.

PHILIPPINI, Ângela. Para entender Arteterapia: Cartografias da coragem. Wak Editora, 2004.

_______________, Linguagens e Materiais e expressivos em Arteterapia. Wak Editora, 2008.

SILVEIRA, Nise. O mundo das imagens. Ática Editora,1992.

URRUTIGARAY, Maria Cristina. Arteterapia: a transformação pessoal pelas imagens. Wak Editora, 2011.




 
 
 
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