Reciclando: praticando o cuidar do ambiente

Por Fabíola Gaspar


A arte, assim como a vida, deve partir para uma reorganização em meio ao caos, tornando o elemento imprestável em aproveitável, reorganizando as partes que podem ser tiradas do meio do aparente lixo e fazendo-a evoluir ao mudar de formas. Essa pode ser a grande arma contra a destruição da Terra e também contra a desordem emocional, mas requer maturidade e despojamento. Segundo Tommasi, “com a maturidade, o homem aprende a reconhecer que não poderá crescer sozinho, que faz parte de uma humanidade que, por sua vez, faz parte de um cosmo e que deve evoluir como um todo”.1


Se ainda existe a falsa crença de que o lixo que não está perto não importa, é preciso reformular essa trajetória ao começar pelo arranjo do lixo mental, aquele que não está aparentemente próximo, mas está inserido. Um aspecto maravilhoso sobre a natureza é que ela por si só não produz lixo, ela recicla tudo, sem exceção, mas a falta de consciência de ser um com ela tem nos levado à destruição. Em arteterapia, são renomeados os “lixos” produzidos no cotidiano, pois podem ser reutilizados em prol do desenvolvimento e como recurso terapêutico educacional, assim, simbolicamente, é construído um “novo mundo” com materiais recicláveis.




1 DINIZ, Lígia. Arteterapia: rotas de retorno ao sagrado. In: TOMMASI, Sonia Bufarah (Org.). Pensando a Arteterapia com arte, ciência e espiritualidade. São Paulo: Vetor, 2012. p. 169.

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