Arte e Educação Ambiental: um diálogo possível e necessário
- NAPE - Núcleo de Arte e Educação
- 10 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Um planeta em alerta
As questões ambientais estão em pauta diariamente. Emergência climática, eventos extremos e conferências internacionais, como a COP30, estampam as manchetes e evidenciam a urgência de repensar nossa relação com o planeta. As perguntas são inevitáveis: existe saída? Que mundo deixaremos para as próximas gerações? As respostas, porém, são complexas — e passam, necessariamente, pela Educação Ambiental.
Educação Ambiental: consciência em movimento
A Educação Ambiental surgiu na década de 1960 e ganhou força na Conferência de Tbilisi, em 1977. Desde então, tornou-se um campo essencial de conhecimento e ação, voltado à sensibilização e conscientização sobre os impactos humanos no meio ambiente e à busca por um futuro sustentável.
No Brasil, a Lei nº 9.795/1999 estabeleceu a Educação Ambiental como política pública e direito de todos, integrando-a à educação nacional e atribuindo tanto ao poder público quanto à sociedade o dever de promovê-la.
Ela se realiza de duas formas complementares:
Na educação formal, incorporada aos currículos escolares;
Na educação não formal, por meio de práticas comunitárias e ações que envolvem a coletividade na defesa do meio ambiente.
Mais do que um conteúdo a ser ensinado, trata-se de um modo de ver e de agir no mundo, de reconhecer o papel de cada indivíduo na preservação da vida em todas as suas formas.
Quando a arte desperta consciência
Ao falar de sensibilização, a arte surge como aliada natural. Ela é expressão da alma, do consciente e do inconsciente, e tem o poder de tocar onde a razão não alcança. Por meio da arte, é possível despertar a consciência ambiental — seja ao valorizar saberes ancestrais, como a arte dos povos originários, seja ao promover práticas sustentáveis, como o uso de materiais reciclados e naturais em oficinas, escolas e comunidades.
A arte aproxima, sensibiliza e transforma. Ela convida à reflexão e à empatia, tornando o aprendizado sobre o meio ambiente uma vivência estética, afetiva e ética.
Caminhos para um mundo mais sensível e responsável
Arte e Educação Ambiental caminham lado a lado. Ambas ampliam a percepção do ser humano sobre o seu lugar no mundo e o convidam à responsabilidade. Com esses instrumentos poderosos — o conhecimento e a sensibilidade — podemos cultivar uma nova forma de existir: mais justa, equilibrada e conectada com a Terra.
“Com arte e consciência, fazemos a nossa parte.”
📘 Por Mônica Balestrin Nunes Geógrafa e doutora em Geografia Humana pela USP. Servidora do Ibama, atua na área de licenciamento ambiental e Educação Ambiental. É Arteterapeuta (AATESP nº 1.060/0324) formada pelo NAPE e professora da pós-graduação do NAPE.



